Na sessão desta quarta-feira na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o líder do governo, deputado Manoel Moraes (Progressistas), explicou aos parlamentares e aos servidores públicos presentes nas galerias o motivo da demora no envio do projeto de lei que trata de reajuste e abono para o funcionalismo estadual.
Segundo o parlamentar, o atraso ocorreu devido às diversas reuniões realizadas para tentar construir um entendimento entre o governo e as categorias, ouvindo representantes sindicais e avaliando as possibilidades dentro do orçamento do Estado.
“O motivo de a proposta ainda não ter chegado aqui foi justamente a tentativa de construir um consenso, ouvindo uma vez, duas vezes, dez vezes as pessoas, para tentar chegar a algo razoável”, disse.
Manoel Moraes destacou que o projeto foi elaborado levando em consideração os limites orçamentários e o planejamento financeiro do Estado, mas ressaltou que a proposta possui pontos positivos para os servidores. “O que foi construído foi dentro de um orçamento, de um planejamento do que é possível. Tem muita coisa boa no projeto e nós vamos analisar com responsabilidade”.
O líder do governo também afirmou que a orientação do governador tem sido manter o diálogo constante com as categorias. “Nós temos a orientação do governador de conversar, conversar tanto quanto for possível. Eu mesmo disse a ele que ficaria muito ruim sair sem fazer alguma coisa pelos funcionários públicos estaduais”, complementou.
De acordo com o deputado, o projeto deve chegar ao parlamento ainda na manhã desta quarta-feira e será votado no mesmo dia pelos parlamentares. “O projeto vai entrar aqui por volta das 11 horas, nós vamos analisar e ele será votado ainda hoje”.
Ao final, o progressista pediu que os deputados permaneçam na Casa para garantir a votação da matéria e de outros projetos importantes que também estão na pauta da sessão. “Peço aos deputados que permaneçam na Casa para fazermos essa votação e também analisarmos matérias importantes do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e da Defensoria que precisam ser apreciadas hoje”, finalizou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique