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Edvaldo Magalhães denuncia precariedade em escolas rurais e cobra providências do Estado

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), denunciou, durante sessão desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), a situ...

28/04/2026 15h30
Por: Redação068
Fonte: Aleac
Foto: Reprodução/Aleac
Foto: Reprodução/Aleac

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), denunciou, durante sessão desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), a situação de precariedade enfrentada por estudantes de comunidades rurais e indígenas ao longo do Rio Gregório. O parlamentar apresentou dois vídeos gravados por moradores da região para ilustrar as condições em que crianças estão estudando, destacando a falta de infraestrutura básica em escolas localizadas tanto na parte alta quanto na parte baixa do rio.

Segundo ele, as imagens mostram uma realidade alarmante. Em uma das escolas, o banheiro utilizado pelos alunos não possui paredes nem cobertura, deixando as crianças sem qualquer privacidade para realizar suas necessidades. O vídeo mostrou ainda as salas de aula deterioradas, com paredes quebradas, estrutura comprometida e até a vegetação invadindo o interior do prédio. Em alguns casos, os estudantes precisam ter aulas em espaços improvisados, como varandas, enquanto uma das turmas permanece sem professor.

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Edvaldo Magalhães destacou que as duas situações apresentadas ocorrem no mesmo rio: na parte superior vivem comunidades indígenas, como a aldeia Nova Esperança do povo Yawanawá, enquanto na parte inferior residem famílias extrativistas da Floresta Pública do Baixo Gregório. Para ele, o fato de as duas localidades apresentarem problemas semelhantes demonstra que o abandono do ensino rural não é um caso isolado.

O parlamentar também criticou a condução de contratos para reformas em escolas rurais. Ele lembrou que, há cerca de dois anos, denunciou na tribuna um contrato milionário da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) firmado por meio de adesão a ata, conhecida como “carona”, com uma empresa do Maranhão, no valor de aproximadamente R$ 25 milhões. À época, segundo ele, o argumento apresentado foi a urgência para realizar reformas e garantir o início do ano letivo.

No entanto, de acordo com o deputado, a realidade nas comunidades mostra que as melhorias prometidas não chegaram às escolas mais isoladas. Ele afirmou que, onde houve avanços, foi por meio de convênios entre o Estado e prefeituras, que executaram diretamente as reformas. Para Edvaldo, esse modelo tende a ser mais eficiente, já que os municípios estão mais próximos das comunidades e conseguem dar respostas mais rápidas às demandas locais.

Ao encerrar sua fala, o parlamentar alertou que a falta de investimentos adequados na educação rural compromete o futuro de uma geração inteira de estudantes, que acabam concluindo o ano letivo sem as condições mínimas de aprendizagem e enfrentam desvantagens quando precisam disputar oportunidades educacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale