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Governo confirma primeiro caso do moko da bananeira em Feijó e intensifica força-tarefa na região

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), confirmou o primeiro caso de moko da bananeira no munic...

25/05/2026 19h16
Por: Redação068
Fonte: Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), confirmou o primeiro caso de moko da bananeira no município de Feijó, na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira. A confirmação da doença, considerada uma das mais destrutivas da bananicultura, acendeu o alerta entre produtores rurais e autoridades sanitárias do estado.
A presença da praga quarentenária, causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, foi confirmada após análise realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA/GO), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após atendimento a uma notificação feita por produtores da localidade. A doença é altamente agressiva e pode destruir plantações inteiras, causando amarelecimento e murcha das folhas, além do apodrecimento dos frutos em todas as variedades de banana. O impacto representa ameaça direta à agricultura familiar e à renda de produtores que dependem da cultura no Acre.

Primeiro caso de moko da bananeira mobiliza força-tarefa do Idaf em Feijó. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó
Primeiro caso de moko da bananeira mobiliza força-tarefa do Idaf em Feijó. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó

Após a confirmação do caso, o Idaf iniciou, ainda em maio, uma força-tarefa emergencial para conter o avanço da doença. As equipes técnicas estão realizando monitoramento intensivo, eliminação das plantas infectadas e orientação sanitária aos agricultores da região afetada.
Para chegar até as comunidades rurais, os servidores enfrentam longas viagens pelo Rio Envira e acessos de difícil deslocamento. A operação busca impedir que a bactéria se espalhe para outras propriedades rurais do município.

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Doença é altamente agressiva e pode destruir plantações inteiras, causando amarelecimento e murcha das folhas, além do apodrecimento dos frutos em todas as variedades de banana. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó
Doença é altamente agressiva e pode destruir plantações inteiras, causando amarelecimento e murcha das folhas, além do apodrecimento dos frutos em todas as variedades de banana. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó

Além das ações de contenção, o Instituto também realiza o monitoramento em um raio de cinco quilômetros ao redor da área afetada para identificar possíveis novos focos da doença e agir rapidamente no controle da disseminação.
O produtor Antônio Osmildo, que cultivava um hectare de banana e depende da produção para sustento da família, relatou que começou a perceber a morte das plantas há cerca de um ano e decidiu procurar ajuda técnica.
“Fui ao Idaf buscar saber o que estava acontecendo no meu bananal. As plantas não estavam se desenvolvendo e eu não sabia o que era. Então procurei a unidade do Idaf de Feijó, onde estou recebendo toda a assistência para conter a praga”, afirmou.

Produtor Antônio Osmildo procurou o Idaf para orientação sobre a praga. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó
Produtor Antônio Osmildo procurou o Idaf para orientação sobre a praga. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó

Ainda não há confirmação sobre como a bactéria chegou à comunidade. No entanto, o Idaf alerta que a disseminação pode ocorrer por meio de ferramentas e calçados contaminados, contato entre raízes infectadas, solo contaminado, água e até por insetos, como as abelhas arapuás.
Segundo a coordenadora estadual do Programa de Sanidade da Bananicultura, Malena Lima, o rápido atendimento à notificação foi decisivo para a identificação do problema.
“O Idaf já desenvolve ações contínuas de monitoramento dos plantios de banana e educação sanitária justamente para prevenir que pragas como essa causem danos consideráveis à produção e prejudiquem os produtores rurais, principalmente aqueles que vivem da agricultura familiar”, destacou.

Idaf iniciou operação emergencial após confirmação de moko da bananeira em Feijó. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó
Idaf iniciou operação emergencial após confirmação de moko da bananeira em Feijó. Foto: Samuel Costa/Secom Feijó

O Instituto reforça que a participação dos produtores é fundamental para impedir o avanço da doença e orienta que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente às equipes técnicas.
“Nossas equipes enfrentam longas distâncias, percorrem rios e acessam comunidades de difícil acesso para garantir que as orientações técnicas cheguem até o produtor rural. O trabalho de monitoramento e prevenção é fundamental para proteger a agricultura acreana, e isso só é possível graças à união entre o governo do Estado, o Idaf e os produtores”, ressaltou Malena Lima.

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