A continuidade das discussões sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, levou o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) a defender uma participação mais ativa da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) no acompanhamento das investigações sobre o caso. Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (10), o parlamentar afirmou que os impactos do acidente já afetam diretamente a rotina da população e anunciou a intenção de apresentar um requerimento para criação de uma comissão de representação externa com a finalidade de monitorar os desdobramentos das apurações.
Ao comentar a repercussão do episódio, Edvaldo observou que a queda da estrutura passou a fazer parte das conversas cotidianas dos acreanos, mas ressaltou que o tema exige seriedade diante dos prejuízos causados à população de Sena Madureira. Segundo ele, além dos transtornos à mobilidade urbana, o desabamento afeta atividades econômicas e investimentos realizados por moradores e comerciantes que apostaram no desenvolvimento do Segundo Distrito após a inauguração da ponte. “O assunto já entrou no cotidiano das pessoas, mas as consequências são muito sérias. Há famílias, comerciantes e empreendedores que organizaram suas vidas acreditando naquela ligação permanente entre os dois lados da cidade”, observou.
O deputado explicou que optou por não defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas propôs a utilização de um instrumento previsto no Regimento Interno da Aleac. A ideia é criar uma comissão de representação externa, composta por parlamentares e presidida por um integrante da Mesa Diretora, para acompanhar oficialmente os trabalhos realizados pelos órgãos responsáveis pela investigação. “Não proponho uma CPI. Proponho algo que permita à Assembleia cumprir seu papel institucional de acompanhar os fatos e garantir que todas as informações sejam devidamente esclarecidas à sociedade”, argumentou.
De acordo com Edvaldo, a comissão teria a missão de acompanhar as apurações conduzidas pelo Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Polícia Civil e demais órgãos envolvidos no caso, além de eventuais investigações federais. O parlamentar afirmou que pretende buscar o apoio dos colegas para a aprovação do requerimento e defendeu transparência em todas as etapas do processo. “O que queremos é acompanhar os trabalhos técnicos e garantir que, ao final, a população saiba exatamente o que aconteceu, quais foram as causas e quem deve ser responsabilizado. A sociedade acreana merece respostas claras sobre esse episódio”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale
Sensação
Vento
Umidade


