E-mail

contato@site068.com.br

WhatsApp

https://site068.com.br/

CC-NATAL-DEZ-Sub
Sasdh-SUB
SEMSA-DEZ-2025-SUB
Senado Federal

Girão acusa STF de manobra política para cassar deputada Silvia Waiãpi

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (18) que a cassação da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) fo...

18/03/2025 17h44
Por: Redação068
Fonte: Agência Senado
 - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
- Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (18) que a cassação da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) foi uma manobra política conduzida fora dos critérios estabelecidos pela lei. Para o senador, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) cria insegurança jurídica no país e atinge parlamentares que não seguem a linha ideológica do governo.

— Mas o Supremo Tribunal Federal não deixa este país ter paz. A decisão do STF que cassa deputados retroativamente, algo vedado no nosso ordenamento jurídico, semana passada aconteceu. Foi no foco em deputados e deputadas de direita, conservadores. Eu digo que esse julgamento tem nome e tem DNA, tem rosto, que é o da deputada Silvia Waiãpi, do Amapá, que é uma deputada indígena, só que não pensa de acordo com as falácias, com as narrativas da esquerda, do regime vigente no Brasil — disse.

Continua após a publicidade
Anúncio

Segundo Girão, Silvia Waiãpi foi alvo da decisão por ser uma voz crítica contra ONGs internacionais, que, segundo ela, utilizam discursos ambientalistas para interferir no Brasil. Ele destacou que o julgamento da deputada e de outros parlamentares foi decidido por maioria simples, o que contrariaria o quórum qualificado exigido por lei.

— Ministros que, no meu modo de entender, decidiram contra a democracia, pela perseguição e contra a segurança jurídica que ainda resta no Brasil, porque grande parte dela já foi pelo ralo, por essa ditadura da toga do STF — declarou.

O senador também criticou a inação do Senado diante do que chamou de "ditadura da toga" e disse que a Casa deveria agir para equilibrar os Poderes da República.