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Acre

Boletim enchentes – 25 de março

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) do Acre informa que o nível das bacias hidrográficas dos rios Iaco, Purus, Tarauacá e E...

25/03/2025 11h48
Por: Redação068
Fonte: Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) do Acre informa que o nível das bacias hidrográficas dos rios Iaco, Purus, Tarauacá e Envira segue em normalidade. Além disso, toda a bacia do Rio Acre, inclusive os principais afluentes, Espalha e Riozinho do Rola, estão apresentando vazante. Em Rio Branco, o rio hoje marcou 12,92m, saindo da cota de alerta. Os danos na capital permanecem, sendo afetados: 43 bairros e 8.698 famílias, totalizando 31.318 pessoas. Em Porto Acre, nas últimas 24h o rio apresenta vazante, e apenas uma família permanece desalojada.

Na bacia do Juruá, em Cruzeiro do Sul, o nível apresentou sinais de vazante, marcando 13,69m, permanecendo acima da cota de transbordamento, afetando 12 bairros; 197 famílias estão com corte de energia elétrica e 34 foram retiradas. Em Rodrigues Alves, o rio permanece acima da cota de transbordamento, mas não há registros de famílias desabrigadas.

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Já na bacia do Abunã, em Plácido de Castro, houve uma redução de 27cm nas últimas 24h, mas o rio ainda continua acima da cota de transbordamento, impactando 5 bairros e deixando 2 famílias desalojadas e 6 isoladas. Nas zonas rurais, 9 comunidades estão atingidas, deixando 150 pessoas isoladas. O transbordamento causou comprometimento do tráfego na ponte que interliga Plácido de Castro a Puerto Evo Morales. Além disso, devido ao fato de a fiação elétrica estar próxima da água, a Energisa suspendeu o fornecimento de eletricidade à localidade.

Ações do governo

O governo do Acre republicou, no início desta semana, o Decreto de Situação de Emergência , em decorrência do aumento do índice de chuvas e do nível dos rios e igarapés no estado, incluindo a situação de emergência nos municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Marechal Taumaturgo, Porto Acre, Rio Branco, Plácido de Castro, Mâncio Lima e Santa Rosa do Purus. O decreto tem validade de 180 dias e institui Situação de Emergência de Nível 2 no Acre. O documento autoriza medidas administrativas urgentes para a instalação de abrigos, fornecimento de insumos e mobilização de recursos para o enfrentamento da crise.

O governador Gladson Camelí visitou o município de Tarauacá no sábado, 22 de março, para entregar 400 cestas básicas, a serem distribuídas às famílias atingidas pela alagação dos rios Muru e Tarauacá, que atingiu cerca de 5 mil pessoas e deixou 50 famílias desabrigadas no município. O gestor também visitou os locais mais atingidos e discutiu questões de infraestrutura com a Prefeitura de Tarauacá.

No fim de semana, Camelí visitou as famílias indígenas que estão abrigadas na Escola Madre Adelgundes Becker, em Cruzeiro do Sul , após serem atingidas pelas cheias do Rio Juruá. Desde dezembro, quando a enchente começou, o governo do Acre tem atuado para minimizar os impactos da cheia, oferecendo suporte por meio da Defesa Civil e de diversos órgãos estaduais. Durante a visita, o governador reiterou o compromisso da gestão estadual com as vítimas da enchente e destacou os esforços realizados para atender os municípios afetados.

No dia 21, o governo do Estado, por meio do Serviço de Água e Esgoto (Saneacre), realizou a distribuição de água potável para os moradores do bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul . A ação emergencial busca amenizar o sofrimento das famílias que enfrentam a escassez de água potável devido às inundações do Rio Juruá. Com a cheia do rio, muitos moradores ficaram sem acesso a água para beber, cozinhar e até mesmo para a higiene pessoal. A situação se agravou nos últimos dias, tornando a assistência do governo essencial para garantir condições mínimas de dignidade à população afetada.

O governo do Acre lançou na sexta-feira, 21, o drive-thru beneficente da campanha Juntos Pelo Acre , iniciativa voltada para arrecadar donativos e fortalecer o atendimento às famílias atingidas pela enchente do Rio Acre. Durante o evento, também foi realizada a entrega de fardos de água doados pelo Supermercado Mercale à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). A vice-governadora e titular da pasta, Mailza Assis, liderou a ação, reforçando a importância da mobilização coletiva para ajudar a população afetada.

Apoio do governo federal

O governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Defesa Civil Nacional, reconheceu, na quarta-feira, 19, a situação de emergência em Rio Branco . O município foi afetado por inundações devido à cheia do Rio Acre. A Portaria nº 758, com o reconhecimento, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A partir da publicação da portaria, a prefeitura já pode solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

O governo do Acre está utilizando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para garantir a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade devido à cheia do Rio Acre . Entre os beneficiados estão cerca de 65 indígenas do Povo Huni Kuin, alojados no Parque de Exposições, em Rio Branco.

O PAA, iniciativa do governo federal executada pelo Estado, compra alimentos da agricultura familiar e os destina a instituições que prestam assistência social. No Acre, o programa atende organizações como hospitais, unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e o Instituto Socioeducativo (ISE). Entre as instituições cadastradas, está a Cozinha Solidária Marielle Franco, que, além de produzir milhares de refeições, também recebe e distribui os alimentos às comunidades mais necessitadas.

Cuidados com a rede elétrica

A Energisa orienta os clientes afetados pela cheia a não tentarem consertar eventual falta de energia. Se a casa for atingida pela alagação, deve-se desligar o disjuntor de energia (chave geral) antes que a água entre na residência, de forma segura (usando calçado de borracha e enxuto).

A empresa atua sempre em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, para avaliar ou realizar o desligamento da energia, a fim de evitar acidentes e garantir a segurança das equipes que estão atuando no resgate das famílias atingidas pelas águas, além da população.

A Energisa reforça que, ao identificar algum perigo com a rede elétrica, o cliente deve entrar em contato pelos canais de atendimento: aplicativo Energisa ON, Gisa ( www.gisa.energisa.com.br ) e Call Center: 0800-647-7196.

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