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Acre

Boletim enchentes- 28 de março

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) do Acre informa que o nível das bacias hidrográficas dos rios Iaco, Purus, Tarauacá e E...

28/03/2025 13h25
Por: Redação068
Fonte: Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) do Acre informa que o nível das bacias hidrográficas dos rios Iaco, Purus, Tarauacá e Envira segue em normalidade. Além disso, praticamente toda a bacia do Rio Acre está em sua normalidade, exceto em Porto Acre. Em Rio Branco, na medição das 6h, o rio marcou 10,80m, abaixo da cota de alerta; com isso, as famílias abrigadas no Parque de Exposições começaram a retornar hoje para suas residências. Já em Porto Acre, até o momento não foi possível fazer a leitura da medição, devido à lama nas proximidades da régua. O município continua em alerta, com apenas uma família desalojada.

Na bacia do Juruá, em Cruzeiro do Sul, o nível do rio apresentou sinais de vazante, marcando 12,76m, entrando na cota de alerta e afetando 12 bairros. No momento, 197 famílias estão com corte de energia elétrica e 34 foram retiradas. Em Rodrigues Alves, o rio permanece acima da cota de transbordamento, mas não há registros de famílias desabrigadas.

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Já na bacia do Abunã, em Plácido de Castro, houve uma redução de 17cm nas últimas 24h, mas o rio continua acima da cota de transbordamento, impactando 5 bairros e deixando 2 famílias desalojadas e 6 isoladas. Nas zonas rurais, 9 comunidades estão atingidas, deixando 150 pessoas isoladas. O transbordamento causou comprometimento do tráfego da ponte que interliga Plácido de Castro a Puerto Evo Morales; além disso, devido ao fato de a fiação elétrica estar próxima da água, a Energisa suspendeu o fornecimento de eletricidade à localidade.

Ações do governo

O governo do Acre republicou o Decreto de Situação de Emergência em decorrência do aumento do índice de chuvas e do nível dos rios e igarapés no estado, incluindo a situação de emergência nos municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Marechal Taumaturgo, Porto Acre, Rio Branco, Plácido de Castro, Mâncio Lima e Santa Rosa do Purus. O decreto tem validade de 180 dias e institui Situação de Emergência de Nível 2 no Acre. O documento autoriza medidas administrativas urgentes para a instalação de abrigos, fornecimento de insumos e mobilização de recursos para o enfrentamento da crise.

Embora o cenário geral seja de diminuição das enchentes, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da Vigilância em Saúde, segue monitorando de perto as doenças comuns em períodos de alagamento . Entre as principais preocupações está a ocorrência de doenças transmitidas por água contaminada e por mosquitos. Entre as infecções mais recorrentes estão a leptospirose, causada pela bactéria Leptospira ; a dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti ; e doenças gastrointestinais como a diarreia infecciosa e hepatite A, transmitidas por alimentos ou água contaminados. O ambiente úmido também favorece o surgimento de micoses e dermatites de contato, além de infecções respiratórias causadas pela proliferação de fungos e bactérias.

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), recebeu da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), 217 tickets financeiros para ajudar as famílias dos bairros Taquari, Cadeia Velha e Seis de Agosto, em Rio Branco, os primeiros afetados pelas enchentes . A entrega das doações se deu nesta quinta-feira, 27, na Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no bairro Seis de Agosto, em Rio Branco, com a presença da vice-governadora e titular da SEASDH, Mailza Assis, representantes da Adra e equipe da pasta. As 217 famílias beneficiadas receberão o auxílio no valor de R$ 568,50 cada, destinado à aquisição de alimentos, produtos de higiene e necessidades básicas.

Em um gesto de reforço à cooperação entre as instituições durante o período de cheias no estado, o governador do Acre, Gladson Camelí, reuniu-se na tarde desta quinta-feira, 27, com o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, general Diógenes Gomes, no Palácio Rio Branco. O encontro teve como foco a colaboração entre as forças estaduais e federais para garantir uma resposta eficaz às comunidades afetadas pelas enchentes .

Apoio do governo federal

O governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Defesa Civil Nacional, reconheceu, na quarta-feira, 19, a situação de emergência em Rio Branco . O município foi afetado por inundações devido à cheia do Rio Acre. A Portaria nº 758, com o reconhecimento, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A partir da publicação da portaria, a prefeitura já pode solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

O governo do Acre está utilizando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para garantir a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade devido à cheia do Rio Acre . Entre os beneficiados, estão cerca de 65 indígenas do Povo Huni Kuin, alojados no Parque de Exposições, em Rio Branco.

O PAA, iniciativa do governo federal executada pelo Estado, compra alimentos da agricultura familiar e os destina a instituições que prestam assistência social. No Acre, o programa atende organizações como hospitais, unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e do Instituto Socioeducativo (ISE). Entre as instituições cadastradas, está a Cozinha Solidária Marielle Franco, que, além de produzir milhares de refeições, também recebe e distribui os alimentos às comunidades mais necessitadas.

Cuidados com a rede elétrica

A Energisa orienta os clientes afetados pela cheia a não tentarem consertar eventual falta de energia. Se a casa for atingida pela alagação, deve-se desligar o disjuntor de energia (chave geral) antes que a água entre na residência, de forma segura (usando calçado de borracha e enxuto).

A empresa atua sempre em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, para avaliar ou realizar o desligamento da energia, a fim de evitar acidentes e garantir a segurança das equipes que estão atuando no resgate das famílias atingidas pelas águas, além da população.

A Energisa reforça que, ao identificar algum perigo com a rede elétrica, o cliente deve entrar em contato pelos canais de atendimento: aplicativo Energisa ON, Gisa ( www.gisa.energisa.com.br ) e Call Center: 0800-647-7196.

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