A comandante-geral da Polícia Militar do Acre (PMAC), coronel Marta Renata, afirmou que a corporação vive um momento de transformação, com foco na qualificação da tropa, no fortalecimento da polícia comunitária e na ampliação das políticas de enfrentamento à violência, especialmente contra a mulher. As declarações foram dadas durante o episódio desta terça-feira, 24, do GovCast, podcast oficial do governo do Estado.

Durante entrevista ao GovCast, transmitido em rede pública de rádios e também pelo YouTube, a coronel Marta Renata destacou o simbolismo de ser a primeira mulher a assumir o comando-geral da Polícia Militar do Acre. Com mais de 20 anos de carreira na instituição, ela classificou a nomeação como uma ruptura histórica em uma estrutura tradicionalmente masculina.
“Foi uma realização pessoal, mas também um marco para a corporação. A Polícia Militar sempre foi comandada por homens, então essa mudança representa também uma transformação institucional”, afirmou.

A comandante ressaltou que, desde que assumiu o cargo, tem dado continuidade ao planejamento estratégico da corporação, com horizonte até 2030, mas com atualizações voltadas às demandas atuais. Entre as prioridades, ela destacou o investimento em capacitação: somente em 2025, cerca de 90% do efetivo passou por algum tipo de formação ou qualificação.
Outro eixo central da gestão é o fortalecimento da polícia comunitária. Como exemplo, Marta Renata citou a inauguração de uma nova base na Cidade do Povo, em Rio Branco, com funcionamento 24 horas e foco na aproximação entre a polícia e a população.

“A gente quer que a comunidade se sinta parte do processo de segurança pública. Quando a população ocupa os espaços e se aproxima da polícia, não sobra espaço para a criminalidade”, enfatizou.
A estrutura também foi apontada como fator essencial para a melhoria do serviço. Segundo a comandante, cerca de 90% dos quartéis passaram por reformas ou manutenção, além da ampliação de investimentos em equipamentos, armamentos e fardamento.
Durante a entrevista, a comandante também abordou a presença feminina na corporação. Atualmente, a PM do Acre conta com pouco mais de 300 mulheres. Ela destacou que a ampliação da participação feminina em cargos de comando tem contribuído para mudanças importantes na cultura institucional.

“A inclusão das mulheres nos espaços de decisão traz uma nova perspectiva para a gestão, com mais atenção a temas que antes não eram considerados”, explicou.
Entre os avanços recentes, está a criação da Ouvidoria da Mulher dentro da corporação, voltada ao público interno.
Marta Renata também destacou o trabalho de inteligência policial, especialmente em um estado de fronteira como o Acre. Segundo ela, a atuação integrada com outros órgãos, como Polícia Civil, Ministério Público e forças federais, tem sido fundamental para o enfrentamento ao crime organizado.

Reforçou ainda que a Polícia Militar tem atuado com base em técnica e legalidade, o que contribui para baixos índices de letalidade: “Somos uma polícia técnica, que atua dentro da lei, com respeito à dignidade da pessoa humana”, afirmou.
Outro ponto de destaque foi a atuação da Patrulha Maria da Penha, que realiza tanto ações preventivas quanto o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas. Em 2025, a corporação registrou mais de 1.500 medidas, com cerca de mil fiscalizações realizadas.
A comandante também ressaltou a ampliação do atendimento e a proposta de acompanhar não apenas as vítimas, mas também os agressores, como forma de prevenira reincidência.

Ao final da entrevista, Marta Renata afirmou que pretende deixar como legado uma Polícia Militar mais próxima da comunidade, mais técnica e com maior valorização dos profissionais.
“Quero fortalecer a relação de confiança com a sociedade e com os próprios policiais militares, que estão diariamente cumprindo sua missão”.
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