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Moradores se Mobilizam contra Reintegração de Posse no Bairro Irineu Serra, Rio Branco

Moradores se Mobilizam contra Reintegração de Posse no Bairro Irineu Serra, Rio Branco

14/08/2023 16h25Atualizado há 2 anos
Por: Redação068
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

No bairro Irineu Serra, na cidade de Rio Branco, uma batalha está se desenrolando entre os ocupantes da área conhecida como Terra Prometida e as autoridades judiciais do Acre. A área foi invadida em 2021 e hoje abriga mais de 2,3 mil moradores que se veem diante da ameaça de uma reintegração de posse determinada pelo Poder Judiciário. No entanto, a resistência dos ocupantes tem se manifestado de maneira marcante, enquanto a previsão de cumprimento da ordem de reintegração na segunda-feira, dia 14, não se concretizou.

Desde que a notícia da reintegração de posse emergiu, os moradores da Terra Prometida têm se unido e mobilizado para impedir a ação. Sentindo-se enganados pelo governo acreano, eles tomaram medidas como o bloqueio do acesso à área invadida, buscando preservar a moradia que construíram com esforço e dedicação. A incerteza sobre para onde seriam deslocados após a retirada da área de invasão impulsionou ainda mais a determinação desses moradores em resistir à ordem judicial.

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Uma das respostas do governo para a situação é a oferta do Aluguel Social, um auxílio que visa fornecer assistência financeira às famílias durante um período de até três meses, para dar-lhes tempo de encontrar uma alternativa habitacional. A medida foi estabelecida pelo Tribunal de Justiça do Acre e deveria ser implementada antes da reintegração de posse, visando mitigar o impacto da ação para os ocupantes. No entanto, surge um impasse: os próprios ocupantes recusam o benefício, afirmando que desejam permanecer na área invadida.

A situação evoca discussões mais amplas sobre as políticas habitacionais e sociais do estado. Os moradores da Terra Prometida alegam que estão dispostos a pagar algum valor financeiro ao Estado do Acre para permanecerem na área, indicando uma ligação emocional profunda com o local onde construíram suas vidas. Isso levanta questões sobre a viabilidade de alternativas que atendam aos anseios dessas pessoas enquanto buscam encontrar um equilíbrio entre os direitos individuais e as determinações legais.

Enquanto as negociações e ações judiciais continuam, a esperança dos moradores é que uma solução satisfatória possa ser encontrada, uma solução que respeite seus laços comunitários e o desejo de manterem-se onde escolheram chamar de lar.

Foto: Luciano Tavares