O Acre recebeu, nesta quarta-feira, 8, um investimento de R$ 3 milhões para impulsionar a produção de projetos audiovisuais. Os recursos fazem parte da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, iniciativa do governo federal por meio do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), e marcam o início de uma nova fase de cooperação no setor.

A Região Norte, ao todo, será contemplada com R$ 95 milhões. Segundo Jersey Diniz, chefe do Departamento de Planejamento e Projetos da Fundação Elias Mansour (FEM), o edital dos Arranjos Regionais tem como objetivo estimular o desenvolvimento e o fortalecimento das cadeias produtivas locais, descentralizando recursos e consolidando uma política de complementaridade construída em parceria com estados e municípios, alinhada aos eixos da Política Nacional do Audiovisual.
A política funciona por meio do investimento de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), de caráter complementar, em ações de fomento propostas por órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta, estaduais, municipais e do Distrito Federal, para desenvolver o setor audiovisual local a partir do lançamento de chamadas e programas específicos.
Os Arranjos Regionais representam uma estratégia de nacionalização do investimento, combinando recursos federais do FSA com contrapartidas de estados e municípios. Do total aplicado no país, R$ 519,55 milhões vêm do FSA, fundo destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva do audiovisual brasileiro.
No Acre, dos R$ 3 milhões destinados ao estado, R$ 2,5 milhões serão aplicados via FSA, enquanto R$ 500 mil correspondem à contrapartida estadual. O Acre foi um dos estados da Região Norte selecionados após ter seu projeto aprovado.

“A realização de mostras é essencial para ampliar o acesso da população às produções audiovisuais locais, regionais e nacionais, além de criar espaços de encontro entre criadores, público e agentes do mercado. Essas ações favorecem a formação de plateia, a valorização das identidades culturais e a circulação das obras em diferentes contextos. A seleção de dois projetos garante diversidade de curadoria e maior alcance territorial e de públicos”, afirmou Diniz.
A capacitação é um dos eixos centrais para consolidar a cadeia produtiva do audiovisual. A oferta de oficinas, cursos livres e laboratórios práticos em áreas como roteiro, direção, produção, fotografia, som, edição, crítica, distribuição e preservação audiovisual supre uma lacuna histórica de formação técnica e artística, ampliando a qualificação de jovens, profissionais iniciantes e agentes culturais.
“A diversidade temática das formações permite atender diferentes perfis e demandas do setor, estimulando tanto a inovação criativa quanto a profissionalização”, pontuou.
Realizada pela última vez em 2018, a Política de Arranjos Regionais do Audiovisual foi retomada nesta gestão com ajustes para ampliar seu alcance. Na prática, o modelo combina recursos do governo federal com contrapartidas de estados e municípios, aumentando significativamente o volume de investimentos no setor.
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