A deputada Michelle Melo (União Progressista) manifestou solidariedade à família da vítima de feminicídio registrado no Acre e destacou, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado (Aleac), nesta quarta-feira (4), a mobilização do governo estadual para avaliar a atuação da rede de proteção às mulheres. A parlamentar agradeceu à governadora Mailza Assis pela convocação dos órgãos responsáveis pelo atendimento e enfrentamento à violência contra a mulher para analisar os procedimentos adotados e possíveis falhas na assistência.
Michelle ressaltou que a iniciativa demonstra um posicionamento do governo diante da violência de gênero e permite avaliar se as políticas públicas existentes foram suficientes para evitar a morte da jovem médica Elyne de Assis Nogueira, assassinada na última segunda-feira (2), município de Brasileia. “Quero agradecer publicamente à governadora Mailza que tão prontamente reuniu todos aqueles que fazem parte da rede de proteção à mulher, a segurança pública, a Secretaria da Mulher, todos, absolutamente todos, para poder entender o que a rede fez e o que a rede deixou de fazer”, afirmou.
A deputada também destacou sua participação na construção e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres durante a atual legislatura. Para ela, além de avaliar o funcionamento da rede de atendimento, é necessário aprofundar o debate sobre as circunstâncias e a dinâmica dos crimes de feminicídio.
Ao comentar informações sobre o caso, Michelle chamou atenção para a suspeita de participação de um mandante e um executor, questionando como os envolvidos serão responsabilizados judicialmente. “Ali, pelas informações, nós tivemos um crime de pistolagem, uma execução. Houve um mandante e houve um executor. E a minha pergunta é: os dois estarão sendo punidos pela lei do feminicídio? Os dois estarão respondendo judicialmente pelo feminicídio que praticaram? ”, questionou.
A parlamentar defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher também passe por mudanças culturais e sociais, com o combate ao machismo e às práticas que naturalizam a violência de gênero. “Porque se há algo que a vítima cometeu foi a vida. Ela estava vivendo, ela estava seguindo em frente e foi a única coisa que ela fez e que por isso a sua vida foi tirada”, declarou.
Ao finalizar, Michelle voltou a agradecer à governadora e à equipe responsável pela mobilização da rede de proteção e destacou a necessidade de ações permanentes para prevenir novos casos. A deputada mencionou o compromisso anunciado pelo governo com uma política de enfrentamento ao feminicídio, tendo como objetivo alcançar zero mortes de mulheres por esse tipo de crime no Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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