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Acre

Governo do Acre promove mutirão de renegociação de dívidas para fortalecer a saúde financeira dos consumidores

Com o objetivo de promover segurança financeira e contribuir para o reequilíbrio econômico das famílias acreanas, o governo do Acre, por meio do In...

19/06/2026 15h56
Por: Redação068
Fonte: Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Com o objetivo de promover segurança financeira e contribuir para o reequilíbrio econômico das famílias acreanas, o governo do Acre, por meio do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), realiza durante todo o mês de junho o 10º Mutirão de Renegociação de Dívidas.

Mutirão de renegociações iniciou no dia 1º e prossegue até o dia 30. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Mutirão de renegociações iniciou no dia 1º e prossegue até o dia 30. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A iniciativa ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, nas unidades da Organização em Centros de Atendimento (OCA) e nas sedes administrativas do Procon em diversas regiões do estado, ampliando o acesso dos consumidores aos serviços de orientação, conciliação e renegociação de débitos.

Atendimento também é realizado na sede do Procon, localizada no bairro Estação Experimental. Foto: Pedro Castro/Procon
Atendimento também é realizado na sede do Procon, localizada no bairro Estação Experimental. Foto: Pedro Castro/Procon

Como reforço à ação, a partir da próxima segunda-feira, 22, o Procon promoverá o 1º Feirão de Renegociação de Dívidas, no auditório da OCA, em Rio Branco. O evento segue até quinta-feira, 25, com atendimento ampliado e a participação direta de empresas parceiras, possibilitando negociações imediatas e mais ágeis.

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O mutirão é aberto a todos os consumidores, mas nesta edição dedica atenção especial à população idosa, segmento que frequentemente enfrenta maior vulnerabilidade a golpes financeiros, ofertas excessivas de crédito e situações de comprometimento da renda.

Mutirão visa ampliar as oportunidades de renegociação de débitos, contribuindo para o reequilíbrio financeiro das famílias acreanas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Mutirão visa ampliar as oportunidades de renegociação de débitos, contribuindo para o reequilíbrio financeiro das famílias acreanas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A ação busca oferecer atendimento humanizado, orientação financeira, apoio jurídico e mediação de conflitos, favorecendo a construção de acordos sustentáveis para que os consumidores possam reorganizar seus orçamentos e recuperar a estabilidade financeira. A iniciativa também estimula o consumo consciente e a preservação do mínimo existencial das famílias, assegurando que despesas essenciais sejam mantidas.

Para participar, os consumidores devem apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda e de despesas essenciais, além de documentos relacionados às dívidas, como contratos de empréstimos, faturas de cartão de crédito, boletos vencidos, extratos bancários e relação de credores.

Segundo a presidente do Procon, Alana Albuquerque, a iniciativa representa uma importante ferramenta de proteção social e fortalecimento da cidadania.

Presidente do Procon, Alana Albuquerque destaca o compromisso da instituição com os consumidores. (Foto: Emely Azevedo/Procon)
Presidente do Procon, Alana Albuquerque destaca o compromisso da instituição com os consumidores. (Foto: Emely Azevedo/Procon)

“O mutirão reafirma o compromisso com a defesa dos direitos do consumidor, a promoção da dignidade e a construção de soluções que contribuam para a recuperação financeira das famílias. Ao priorizar a população idosa, buscamos oferecer orientação, acolhimento e alternativas reais para que essas pessoas possam reorganizar sua vida financeira com segurança e tranquilidade”, destacou.

Em duas semanas de atividades, centenas de pessoas já foram atendidas com diferentes demandas. Entre elas está a dona de casa Maria de Souza, que procurou a unidade após identificar uma cobrança indevida recorrente em seu cartão de crédito. “Aqui na OCA fui muito bem atendida, tive meu problema resolvido com facilidade e me explicaram tudo detalhadamente”, relatou.

Superendividamento em alta no país

A importância do mutirão ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional de endividamento. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostram que o Brasil alcançou, neste ano, o maior índice de famílias endividadas desde o início da série histórica, em 2010.

Pesquisa aponta que o cartão de crédito é o principal fator de endividamento para 83,6% das famílias e compromete, sozinho, 54% da renda familiar. Foto: Arquivo Secom
Pesquisa aponta que o cartão de crédito é o principal fator de endividamento para 83,6% das famílias e compromete, sozinho, 54% da renda familiar. Foto: Arquivo Secom

Em abril, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No Acre, estima-se que 109.204 famílias convivam atualmente com algum tipo de endividamento.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Senado , esse cenário é impulsionado por fatores como as elevadas taxas de juros, o crescimento do uso do crédito rotativo, a pressão do custo de vida e o avanço das apostas online (bets) sobre o orçamento doméstico. O aumento do comprometimento da renda familiar também acende um alerta para os impactos econômicos e sociais do superendividamento.

Ao acompanhar os atendimentos realizados diariamente, a supervisora observa endividamento por uso de crédito desenfreado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Ao acompanhar os atendimentos realizados diariamente, a supervisora observa endividamento por uso de crédito desenfreado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A supervisora do Procon na OCA, Thaylline Moura, ressalta que as diferentes modalidades de crédito e suas taxas de juros podem comprometer significativamente o orçamento das famílias. “É necessário investir em educação financeira e praticar um consumo consciente, compatível com a renda familiar, para que as atrativas ofertas de crédito não se transformem em dívidas permanentes e juros constantes”, enfatizou.